Olá, pessoal.
Ainda com o intuito de trazer coisas novas a vocês, vim postar mais uma matéria minha do ano passado. A Agora não falta nenhuma! ^_^
Quero continuar postando coisas interessantes, matérias, crônicas, pensamentos. Futuramente, quem sabe, eu comece a publicar algum conto aqui. Não sei ainda.
Por enquanto, vou postar os textos que tenho acumulados e o de hoje é sobre o Salário Mínimo que entrou em vigor no início deste ano. Matéria antiga, mas o que conta é a informação!
Vamos lá!
Aumento de 14,26% no salário mínimo
de 2012
O reajuste do salário mínimo
calculado em cima de INPC, PIB e inflação, gerará gasto de cerca de R$1 bilhão
a mais aos cofres da União.
O
novo valor do salário mínimo será de R$622,73. O anúncio foi feito pelo governo
ao Congresso Nacional em forma de ofício do Ministério do Planejamento, enviado
pela ministra Miriam Belchior. Inicialmente a previsão era de um aumento de
13,62%, o que elevaria o valor a R$619,21, em relação ao valor atual de
R$545,00, porém o projeto orçamentário foi feito com previsão no Índice
Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 5,7% e com a atualização que elevou
a inflação para 6,3% o aumento do salário foi para 14,26%. O reajuste tem como
base a inflação de 2011 mais a taxa do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010, que
foi de 7,5%.
A
projeção do aumento do INPC trás mudanças também nos benefícios assistenciais e
previdenciários, iguais ou acima do mínimo. Para os benefícios da Previdência,
a previsão de reajuste subiu de 5,7% para 6,3%, portanto, abaixo do INPC de
2011. Além da remuneração dos 30 milhões de trabalhadores e 19,6 milhões de
aposentados e pensionistas que recebem o piso salarial, o pagamento das ações
de revisão contra o INSS, as contribuições da Previdência, as parcelas do
seguro-desemprego e o abono PIS/Pasep são reajustados ou sofrem influencia do
novo piso. Os aposentados e pensionistas sofrerão maior impacto, pois terão que
aguardar uma decisão sobre o pedido de revisão do benefício.
Com
o reajuste do salário mínimo, o teto da Previdência vai passar de R$3.691,74
para R$3.924,31, um aumento de R$232,57. O valor médio da aposentadoria por
tempo de contribuição, que está em R$1.294,84, sobe para R$1.376,41 (reajuste
de 6,3%, igual ao INPC). Entretanto, os aposentados estão lutando por um
aumento de 11,7%.
O
novo reajuste terá um impacto adicional de R$1 bi a R$1,1 bi aos cofres
públicos. A estimativa foi realizada com base nos parâmetros divulgados pelo
Ministério do Planejamento ao enviar o projeto do Orçamento de 2012 ao
Congresso Nacional. A proposta original, de R$619,21, geraria um aumento de
R$21,5 bi a R$24,5 bi, porém, com o novo mínimo, esse aumento sobe para um
valor entre R$22,5 bi e R$25,6 bi.
O
deputado Dimas Ramalho (PPS-SP) disse que o resultado social do aumento do
mínimo de 2012 compensa eventuais impactos que o reajuste cause nas contas
públicas. Para ele, o novo valor do mínimo vai dar fôlego à economia brasileira
no próximo ano com a injeção de R$64 bi no mercado.
“O reajuste do salário mínimo,
pensões e aposentadorias não pode ser o vilão das contas públicas”,
contestou o deputado. Aos que defendem a tese de que o governo tem de reduzir
os gastos com reajuste menor do mínimo, Dimas sugere que o governo reduza os
atuais 39 ministérios para economizar recursos.
“Será mais dinheiro em circulação
que pode ajudar o Brasil a não se contaminar com a crise econômica que assola a
Europa e os EUA”, avaliou Dimas Ramalho. Além de
contribuir para o aumento do consumo interno, o deputado diz que o reajuste do
mínimo, dá um alívio nas contas dos aposentados e pensionistas da Previdência. “O aumento não é o que merecem os
aposentados, mas também não vai quebrar o país. O que quebra o país é a
corrupção e o inchaço da máquina pública.”, afirmou.
Assalariados,
aposentados e pensionistas estão preocupados com o aumento do salário mínimo. O
maior medo é que com o aumento do mínimo as contas fiquem mais caras e o custo
de vida suba ao invés de estabilizar.
“O aumento do salário mínimo tem coisas boas e
coisas ruins. O bom é que a gente vai receber mais dinheiro. O ruim é que toda
vez que o salário sobe, as coisas ficam mais caras. Aumenta o valor da passagem
de ônibus, trem, metrô, aumenta o preço dos alimentos, dos produtos que a gente
precisa pra dentro de casa. Aumenta tudo e acaba dando na mesma.” –
Ana Carolina Sousa, 25 anos, recepcionista.
“Já estava na hora desse salário
aumentar mesmo. A gente só tem um aumento por ano, o que já é um absurdo, e
ainda por cima é um valor que a gente sabe que não cobre os gastos. Nem sempre
dá pra pagar as contas e a gente acaba tendo que pagar pra trabalhar. Eu acho
que o salário devia chegar a pelo menos uns R$1.000, porque ninguém sobrevive
decentemente com 600 contos.” – Natália Castro, 19
anos, operadora de telemarketing.
“Pra mim não faz diferença se o
salário sobe ou se o salário desce, porque continua sempre a mesma porcaria de
sempre. As pessoas brigam por dinheiro, brigam pra ganhar dinheiro, brigam
porque perderam dinheiro. Dinheiro, dinheiro, dinheiro, é o maior mal da
humanidade. Esse maldito capitalismo que faz com que os políticos sejam
corruptos roubando o dinheiro da população e fazem o povo passar fome e
necessidade. Eles têm não-sei-quantos aumentos por ano, podem comprar casa,
iate, carros de luxo e o pobre, trabalhador e ferrado, tem um por ano e uma
diferença de uns 50 reais que mal dá pra ir na esquina.”
– Rafael Pedro Cordeiro, 20 anos, free-lancer.
“Tá bom o aumento. Aumentando o
salário mínimo aumenta tudo também. A gente ganha mais e gasta mais, mas espero
que não tenhamos problemas com os atrasados e não demore muito pra receber o
reajuste.” – Laura Carvalho Santos, 46 anos,
pensionista.
Já
os varejistas, focados no natal, época de maior rendimento no comércio, já
estão de olho nos números de 2012. O novo salário mínimo injetará cerca de
R$4,9 bi na economia nacional todos os meses, o que será decisivo para o
comércio. O consumo das famílias, que é o componente que responde por 60% do
PIB brasileiro sob a ótica da demanda, terá um crescimento de 0,3%, agregado ao
ganho real de 7,5% do salário mínimo, de acordo com cálculos da LCA
Consultores.
Sérgio
Medeiros, presidente da Federação das Câmaras e Dirigentes Lojistas de SC
(FCDL-SC), avalia que o aumento do mínimo vai recompor a capacidade de compra
do trabalhador, deteriorada por uma inflação acima da meta estipulada pelo
governo em 2011. R$77 a mais na folha de pagamento todos os meses, fará com que
o consumidor que ganha um salário mínimo mantenha o poder aquisitivo. “O lojista está atento para aquilo que o
consumidor olha. E ele não presta atenção na taxa de juros, mas calcula se o
valor da prestação cabe em seu bolso.”, afirma Medeiros.
O
novo salário mínimo tem previsão para entrar em vigor em 1º de Janeiro de 2012,
mas tem prazo até fevereiro para tornar-se efetivo em todo o Brasil.
Joane
Biosa
Então, pessoal, é isso. O ano entrou, o salário vigorou e o povo ainda continua na "pendenga". Ainda falta muito para que o salário mínimo supra as necessidades do povo e muito para que os nossos governantes enxerguem isso.
Até a próxima!
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